“Achou que ninguém ia ver”: Dono de chácara é multado em R$ 3,6 mil por derrubar 12 árvores nativas em Presidente Prudente

 

“Achou que ninguém ia ver”: Dono de chácara é multado em R$ 3,6 mil por derrubar 12 árvores nativas em Presidente Prudente

fonte da imagem: G1 Globo



Proprietário de 55 anos foi flagrado pela Polícia Ambiental nesta quinta-feira (11) realizando supressão ilegal de vegetação em área próxima a faculdade; prejuízo vai além do valor da autuação.









PRESIDENTE PRUDENTE (SP) – O sonho de ter uma vista desobstruída ou de ampliar a área útil de um terreno custou caro para o proprietário de uma chácara de 55 anos, em Presidente Prudente. Ele foi autuado em R$ 3,6 mil pela Polícia Ambiental após ser flagrado, na tarde desta quinta-feira (11), derrubando 12 árvores nativas sem autorização dos órgãos competentes. O crime ambiental ocorreu em um imóvel localizado na Avenida Coronel Marcondes, uma das vias mais movimentadas da cidade, nas proximidades de uma faculdade.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar Ambiental realizavam patrulhamento de rotina na região quando ouviram o barulho característico de motosserras. Ao se aproximarem do local, os agentes flagraram o homem e funcionários removendo as toras e galhos das espécies nativas, que incluíam árvores de pequeno e médio porte típicas da vegetação do interior paulista.

Quando questionado, o proprietário não conseguiu apresentar nenhum tipo de licença ambiental ou autorização para a supressão da vegetação. Em sua defesa, ele alegou que as árvores estavam “atrapalhando a visão” e que planejava utilizar a área para um pequeno estacionamento. A justificativa, no entanto, não convenceu os agentes, que lavraram o auto de infração imediatamente.

Além da multa, que pode chegar a R$ 3.600 (valor base calculado por árvore suprimida ilegalmente, conforme a legislação estadual), o chacreiro foi notificado a apresentar um plano de recuperação da área degradada. Isso significa que ele não apenas terá que desembolsar o valor da penalidade, mas também arcar com os custos do plantio de mudas nativas para compensar o dano ecológico — um processo que pode levar anos e gerar despesas adicionais.

O caso gerou revolta entre moradores e frequentadores da região. “É um absurdo. A gente vê o calor aumentando a cada ano, e ainda tem gente que destrói a natureza por pura conveniência. Sem falar que a sombra das árvores faz falta num dia de sol forte desses”, desabafou uma professora que passa diariamente pelo local e preferiu não se identificar.

A Polícia Ambiental reforça que a supressão de vegetação nativa, mesmo em propriedades particulares, depende de autorização da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Em áreas urbanas ou de expansão urbana, como é o caso do entorno da Avenida Coronel Marcondes, as regras são ainda mais rigorosas para proteger os chamados “remanescentes florestais”.


fonte da imagem: G1 Globo



O proprietário da chácara tem direito a recorrer da multa, mas, até que sua defesa seja julgada, responde pelo crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605/98), que prevê penas que vão desde multas mais altas — em caso de reincidência — até restrição de liberdade.

O caso serve como um alerta para outros moradores da região: antes de pegar a motosserra ou contratar uma equipe para “limpar” o terreno, é fundamental consultar a prefeitura e a Cetesb. A conta, como mostrou o chacreiro prudentino, pode sair cara — tanto para o bolso quanto para o meio ambiente.





dono de chácara, multa ambiental, R$ 3,6 mil, supressão ilegal, árvores nativas, Presidente Prudente, Polícia Ambiental, crime ambiental, Avenida Coronel Marcondes, derrubada de árvores, licença ambiental, vegetação nativa, autuação, recuperação de área degradada, Lei de Crimes Ambientais, motosserra, interior de SP

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Canal parceiro

https://www.cantinho86dospets.com.br/