Oeste Paulista: Mais de 320 mulheres em situação de violência recebem R$ 822 mil em auxílio-aluguel em pouco mais de um ano
Programa do Governo de SP garantiu moradia segura para vítimas na região de Presidente Prudente; saiba como acessar o benefício e romper o ciclo de agressões
Em pouco mais de um ano, a região de Presidente Prudente, no Oeste Paulista, registrou um avanço significativo no enfrentamento à violência doméstica. Dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo indicam que, entre fevereiro de 2025 e abril de 2026, 324 mulheres vítimas de agressões receberam o auxílio-aluguel do programa estadual. O valor total repassado chegou a R$ 822 mil, garantindo que essas famílias pudessem deixar lares onde o agressor residia e reconstruir suas vidas em um ambiente seguro.
O benefício, que varia conforme a região e a composição familiar, é uma das principais portas de saída para mulheres que dependem economicamente do parceiro ou familiar agressor. Ao custear temporariamente o aluguel de um novo imóvel, o programa rompe o ciclo de dependência e permite que a vítima busque emprego, acione a rede de proteção e dê entrada em medidas protetivas sem o medo iminente de novas agressões.
“O auxílio-aluguel é muitas vezes o fio da meada. Sem ele, a mulher se vê forçada a escolher entre a rua e o agressor. Com ele, ela ganha tempo e respiro para se reorganizar”, explica a assistente social Mariana Campos, que atua em um centro de referência da mulher em Prudente. “Os R$ 822 mil aplicados na região não são apenas números; representam mais de trezentas histórias que tiveram a chance de um novo começo.”
Para receber o benefício, a mulher precisa estar em situação de vulnerabilidade social e ter a vida em risco comprovada, geralmente por meio de um Boletim de Ocorrência e de uma medida protetiva solicitada à Justiça. O primeiro passo é procurar um dos equipamentos públicos da região: as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), os Centros de Referência da Mulher (CRMs) ou os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social). Em Presidente Prudente, a unidade do CRM fica na Rua do Expedicionário, no centro, e realiza o encaminhamento direto ao programa estadual.
A Secretaria de Desenvolvimento Social reforça que o auxílio não é automático e depende da análise de cada caso, mas que nenhuma mulher será desamparada por falta de informação. Agentes comunitários percorrem bairros vulneráveis da região para divulgar o serviço.
Além do auxílio aluguel, o governo orienta que qualquer mulher em situação de violência deve ligar imediatamente para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou, em caso de emergência, para o 190. O sigilo é garantido, e o atendimento é 24 horas por dia, sete dias por semana.
Com o recurso já investido e a continuidade do programa, a expectativa é que o número de atendidas cresça ainda até o fim de 2026. O Oeste Paulista demonstra que, com apoio financeiro e rede de acolhimento, é possível transformar a dor da violência em um caminho para a autonomia e a segurança.
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