Defesa de Marcola alega desconhecimento sobre Deolane Bezerra e indignação com novo mandado

 


Defesa de Marcola alega desconhecimento sobre Deolane Bezerra e indignação com novo mandado

fonte da imagem: G1 Globo 


Advogados do líder do PCC afirmam que ele ficou "surpreso e indignado" ao ser alvo de nova ordem de prisão em investigação que envolve a influenciadora; defesa nega qualquer vínculo entre os dois.









A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), se manifestou nesta quarta-feira (27) para negar qualquer tipo de relação entre o cliente e a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Em nota, os advogados afirmaram que Marcola “não conhece” a empresária e que ele teria ficado “surpreso e indignado” ao ser alvo de um novo mandado de prisão no âmbito da operação que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa.

Deolane Bezerra foi presa na última segunda-feira (25) durante a Operação Integration, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco em parceria com o Ministério Público de São Paulo. As investigações apontam que o dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes do PCC teria sido utilizado para financiar um luxuoso estilo de vida, incluindo imóveis, veículos de alto padrão e até mesmo um helicóptero, supostamente ligados à influenciadora. A defesa de Deolane também nega as acusações.

De acordo com os advogados de Marcola, o chefe da facção, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) por outros crimes, não possui qualquer vínculo com a artista. “Meu cliente não a conhece, nunca a viu pessoalmente e desconhece qualquer tipo de transação financeira que a envolva”, declarou o criminalista Roberto Podval, um dos responsáveis pela defesa. A equipe jurídica classificou a nova decretação de prisão como “absurda e infundada”, alegando que Marcola já está em regime fechado e não teria condições de comandar novas articulações financeiras do cárcere de forma tão detalhada como aponta a denúncia.

A nova ordem de prisão, expedida pela Justiça de São Paulo, determina que Marcola seja novamente intimado e transferido para um presídio de segurança máxima no estado paulista, a fim de responder por acréscimos na denúncia de lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo sustenta que as provas coletadas – incluindo mensagens cifradas, quebras de sigilo bancário e depoimentos de colaboradores – são robustas e indicam a participação direta da cúpula do PCC no esquema.


fonte da imagem: G1 Globo





Enquanto a defesa de Marcola tenta reverter a decisão alegando cerceamento de defesa e falta de provas concretas, Deolane Bezerra segue detida em Pernambuco, aguardando audiência de custódia. A influenciadora, que construiu uma carreira de sucesso nas redes sociais e no mundo jurídico, viu sua imagem ser fortemente abalada com o envolvimento no caso. A operação expõe, mais uma vez, a sofisticação da lavagem de dinheiro empregada por facções, que mesclam o crime organizado com figuras públicas de grande visibilidade. A Justiça ainda não definiu se aceitará o pedido de revogação da prisão para Marcola, apresentado pela defesa no início da tarde de hoje.





Marcola (Marcos Willians Herbas Camacho)


Deolane Bezerra


Roberto Podval (advogado de Marcola)




PCC (Primeiro Comando da Capital)


Polícia Civil de Pernambuco


Ministério Público de São Paulo


Penitenciária Federal de Porto Velho




Operação Integration


Lavagem de dinheiro


Tráfico de drogas


Novo mandado de prisão


Quebra de sigilo bancário


Colaboradores (delação premiada)

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