Fim da piracema aquece mercado de iscas vivas no interior de SP
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Com a liberação da pesca em fevereiro, criadores e pescadores artesanais encontram na venda de iscas uma fonte de renda extra e movimentam a economia local
A partir de 1º de fevereiro, com o fim do período de defeso conhecido como piracema, a atividade pesqueira é liberada em rios e reservatórios do interior paulista. E, junto com a temporada de pesca, um mercado específico ganha força: o de iscas vivas. Em cidades como Pereira Barreto, Santa Fé do Sul e Ilha Solteira, a venda de lambaris, tuviras e outros pequenos peixes usados como isca virou negócio promissor e alternativa de renda para famílias ribeirinhas.
Durante a piracema, que vai de 1º de novembro a 31 de janeiro, a captura e comercialização de iscas vivas também é restrita. Com a reabertura, pequenos criadores e pescadores artesanais regularizados voltam a abastecer pesqueiros, acampamentos de pesca e comércios especializados. “É no começo de fevereiro que a procura explode. O pescador esportivo quer isca de qualidade, e nós preparamos os tanques o ano todo para isso”, conta João Mendes, criador de iscas em Suzanápolis (SP).
A atividade, embora lucrativa, exige cuidados legais. A venda de iscas vivas é permitida desde que os peixes sejam provenientes de cativeiro devidamente licenciado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “O mercado clandestino ainda existe, mas a fiscalização tem aumentado. Quem trabalha dentro da lei garante produto de qualidade e evita multas”, explica Renata Lopes, bióloga e consultora ambiental.
O aquecimento do setor também impulsiona outros negócios. Lojas de artigos de pesca registram alta nas vendas de anzóis, chumbadas e baldes de aeração. “Vendemos até 40% mais nesse período. É nossa safra anual”, afirma Marcos Silva, proprietário de uma loja em Jupiá (SP). Além disso, a chegada de turistas-pescadores movimenta pousadas, restaurantes e postos de combustível.
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a pesca esportiva movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano no estado. O mercado de iscas vivas representa uma fatia modesta, mas crescente, especialmente no noroeste paulista, onde os rios Grande e Paraná atraem pescadores de todo o país.
Com o fim da piracema, a expectativa é de que a cadeia produtiva da pesca volte à normalidade. Para quem vive da venda de iscas, os próximos meses representam a chance de faturar o sustento do ano. “É um trabalho de formiga, mas, quando começa a temporada, vale cada esforço”, resume João Mendes, já separando os primeiros lotes de lambaris para a clientela fiel.
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