Comércio de Presidente Prudente enfrenta falta de mão-de-obra qualificada
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Setor acumula 156 vagas em aberto em 2026, mas empresários relatam dificuldade para encontrar profissionais para trabalhar na area
O comércio de Presidente Prudente (SP) vive um paradoxo em 2026: mesmo com 156 vagas de emprego abertas na cidade, empresários dos setores comercial e de serviços não conseguem preencher os postos disponíveis. A falta de mão-de-obra qualificada tem se tornado o principal gargalo para a expansão dos negócios e até mesmo para a manutenção das operações diárias.
Levantamento realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sincovat) aponta que as áreas mais críticas são vendas técnicas, atendimento bilíngue, logística integrada, marketing digital e gestão de estoques. “O candidato até aparece, mas sem a qualificação necessária. Não adianta ter vontade se não souber operar um sistema de gestão ou interpretar métricas de desempenho”, afirma Carlos Márcio Souza, diretor da entidade.
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Entre as vagas em aberto, destacam-se oportunidades para assistente de e-commerce (12 vagas), técnico em informática para suporte a PDVs (8 vagas), analista de experiência do cliente (6 vagas), auxiliar de logística com conhecimento em sistemas WMS (10 vagas) e vendedor com habilidades em plataformas digitais (20 vagas). A lista completa pode ser acessada no site do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) local.
Para tentar reverter o cenário, o Sesi, o Senac e a Prefeitura Municipal lançaram, neste mês de maio, o programa “Prudente Capacita”, com cursos gratuitos nas áreas de maior demanda. “A ideia é conectar o jovem que busca o primeiro emprego ao profissional que deseja migrar de área com as necessárias atualizações”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Renata Lopes.
Especialistas apontam que a falta de qualificação não é um problema restrito a Prudente, mas reflete uma defasagem educacional histórica. “As empresas mudaram a forma de vender e atender. Quem não acompanha fica fora do mercado”, resume o economista João Ribeiro Neto, professor da Unoeste.
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| fonte da imagem: G1 Globo.com |
Enquanto a qualificação não avança no ritmo necessário, lojas reduzem horários de funcionamento e perdem negócios. A expectativa é que, com os novos cursos, ao menos 70 das vagas sejam preenchidas até o fim do semestre. Até lá, o alerta segue aceso: sem mão-de-obra qualificada, o crescimento do comércio prudente pode ficar apenas no papel.
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