Profanação em Martinópolis: Polícia prende dupla acusada de furtar imagens de cobre de túmulos

 


Profanação em Martinópolis: Polícia prende dupla acusada de furtar imagens de cobre de túmulos


fonte da imagem: G1 Globo 


Suspeitos de 25 e 56 anos foram localizados no Paraná; investigação apontou destruição de lápides e furto de objetos religiosos no cemitério da cidade do interior paulista









A Polícia Civil de Martinópolis (SP) identificou e prendeu dois homens, de 25 e 56 anos, suspeitos de furtar imagens religiosas de cobre e outros objetos metálicos de túmulos no cemitério municipal da cidade. A ação criminosa, que chocou familiares e a comunidade local, foi divulgada na manhã desta segunda-feira (1º).

De acordo com as investigações, os suspeitos agiam durante a madrugada, arrancando estátuas de santos, cruzes e placas de cobre fixadas em sepulturas. O material era vendido ilegalmente em ferros-velhos de cidades vizinhas. Após denúncias anônimas, a Polícia Civil constatou a destruição de ao menos 15 túmulos, com prejuízo material e emocional incalculável para as famílias afetadas.

Com o avanço das apurações, os agentes conseguiram rastrear a dupla até a cidade de Uraí, no vizinho estado do Paraná, onde eles estavam escondidos em uma casa no perímetro rural. Em posse de mandados de prisão temporária e busca domiciliar, os policiais apreenderam ferramentas utilizadas nos cortes do cobre, além de fragmentos ainda não comercializados.

Durante os interrogatórios, os presos negaram envolvimento com outros furtos semelhantes na região, mas a polícia não descarta a participação deles em ocorrências anteriores em cemitérios de cidades como Presidente Prudente e Álvares Machado. A dupla foi encaminhada à cadeia pública de Martinópolis e responderá por furto qualificado (mediante destruição de obstáculo e abuso de confiança), além de vilipêndio a cadáver — crime previsto no artigo 212 do Código Penal, com pena que pode chegar a três anos de reclusão, somada à pena por furto.


fonte da imagem: G1 Globo



O delegado responsável pelo caso, Carlos Mendonça, destacou a gravidade da conduta: “Não se trata apenas de crime contra o patrimônio, mas de profanação à memória e à fé das pessoas. As imagens de cobre têm valor simbólico e afetivo muito grande para as famílias enlutadas.”

A Prefeitura de Martinópolis informou que irá reforçar a iluminação e instalar câmeras de monitoramento no cemitério para evitar novas ações criminosas. Enquanto isso, moradores organizam uma campanha de restauração dos túmulos danificados. A prisão da dupla foi comemorada por familiares das vítimas, que agora aguardam a conclusão do inquérito e a devolução dos poucos objetos recuperados.




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