Mãe denuncia supostas agressões de colega a menina de 6 anos em escola no interior de SP

 

Mãe denuncia supostas agressões de colega a menina de 6 anos em escola no interior de SP




“Ela está traumatizada”, diz mãe, que registrou boletim de ocorrência contra um aluno da mesma sala em Presidente Prudente










Uma mãe procurou a polícia após afirmar que sua filha, de apenas seis anos, foi vítima de repetidas agressões por parte de um colega de sala em uma escola de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Segundo o relato da família, os episódios ocorreram dentro da sala de aula e deixaram a criança com medo de voltar à escola.

“Minha filha chegava em casa com marcas pelo corpo e chorando. Dizia que o coleguinha batia nela, puxava o cabelo e apertava os braços. Agora ela está traumatizada, não quer mais ir estudar”, desabafou a mãe, que preferiu não se identificar para preservar a intimidade da menina.

Diante da situação, a mãe registrou um boletim de ocorrência na delegacia local, relatando as supostas agressões. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar, que devem investigar a conduta do outro aluno e a responsabilidade da instituição de ensino em zelar pela segurança das crianças.

Procurada, a escola onde os fatos teriam ocorrido se manifestou por meio de nota oficial. O colégio informou que “está acompanhando o caso de perto, prestando todo o suporte às famílias envolvidas e colaborando com as autoridades competentes”. A direção afirmou ainda que medidas pedagógicas e disciplinares estão sendo avaliadas, mas não detalhou quais seriam, citando o sigilo sobre atos envolvendo menores.

Especialistas em educação infantil ouvidos pela reportagem destacam que episódios de violência entre crianças pequenas, embora comuns em certa medida no processo de socialização, tornam-se graves quando há repetição e intencionalidade de causar dano. “A escola tem o dever de mediar conflitos, observar comportamentos e comunicar os pais imediatamente. O silêncio ou a omissão podem agravar o trauma”, explica a psicopedagoga Carla Mendes.

A Secretaria Municipal de Educação ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso. A família aguarda a apuração e pede que a escola tome medidas efetivas para garantir a integridade física e emocional da menina. “Não quero que outra criança passe por isso. Só quero que minha filha volte a sorrir e a se sentir segura na escola”, concluiu a mãe.




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