Baixa umidade e avanço das queimadas colocam o interior de SP em alerta
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Região de Presidente Prudente registra salto de 35 para 260 ocorrências entre janeiro e maio; Defesa Civil emite alerta para risco de incêndios em vegetação
O interior paulista enfrenta mais um dia de preocupação ambiental. Nesta segunda-feira (8), a região de Presidente Prudente entrou em nível de alerta para o risco de incêndios em áreas de vegetação, conforme aviso emitido pela Defesa Civil. O cenário é agravado pela combinação de baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas e a ausência de chuvas significativas nas últimas semanas.
Dados do Corpo de Bombeiros revelam uma escalada preocupante nas ocorrências relacionadas a queimadas na região. Em janeiro deste ano, foram registrados 35 focos de incêndio em vegetação. Já em maio, o número saltou para mais de 260 — um aumento de mais de 640% em apenas quatro meses. Os bombeiros atribuem o crescimento à imprudência humana aliada às condições climáticas adversas, com destaque para a prática criminosa de limpeza de terrenos com fogo e queimadas para renovação de pastagens.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, os índices de umidade relativa do ar na região prudentina podem cair abaixo dos 30% nos próximos dias, patamar considerado crítico para a propagação de chamas. “Nesse nível, qualquer faísca ou fonte de calor pode desencadear um incêndio de grandes proporções, de difícil controle”, alerta o comunicado oficial.
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| fonte da imagem: G1 Globo |
A vegetação seca, comum no outono e no início do inverno no oeste paulista, funciona como combustível ideal para o fogo. Áreas de preservação permanente, fragmentos florestais e pastagens estão entre as mais vulneráveis. O município de Presidente Prudente e cidades vizinhas, como Álvares Machado e Pirapozinho, já registraram focos de calor detectados por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nos últimos dias.
A Defesa Civil orienta a população a não atear fogo em terrenos ou lixeiras, evitar queimar folhas e galhos, e denunciar qualquer focos de incêndio pelos telefones 193 (Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). Em caso de fumaça ou baixa umidade, recomenda-se manter portas e janelas fechadas, usar soro fisiológico nos olhos e nariz, e ingerir bastante líquido.
As prefeituras da região já mobilizam brigadas municipais e intensificam campanhas educativas. A expectativa é de que o cenário só melhore com a chegada das primeiras chuvas da primavera, previstas para setembro. Até lá, o alerta permanece no interior de São Paulo.
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