Amor em Primeiro Lugar: Mãe junta 980 figurinhas antes do álbum para realizar sonho do filho
Em Presidente Prudente (SP), família vive feito inédito: coleção completa chega antes do caderno oficial, e menino ainda encontra cromo raro
Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, uma história tem encantado vizinhos e colecionadores. A auxiliar administrativa Fernanda Oliveira, de 34 anos, conseguiu o que poucos imaginam: reuniu as 980 figurinhas do álbum da Copa do Mundo antes mesmo de ter o caderno oficial para colá-las. O motivo? Realizar o sonho do filho, Davi Lucas, de oito anos, fã de futebol e fissurado na seleção brasileira.
Tudo começou há duas semanas, quando Davi pediu o álbum de presente. As prateleiras dos mercados estavam vazias, mas Fernanda não quis frustrar o menino. “Ele falava todos os dias do álbum. Eu pensei: ‘vou começar a comprar os envelopes, depois dou um jeito de achar o caderno’”, conta. A mãe comprou pacotes avulsos em bancas e lojas virtuais. Em meio a viagens para o trabalho e trocas com amigos, ela organizava as repetidas em uma caixa de sapato, sempre checando listas online.
Em 12 dias, sem que Davi soubesse, ela completou as 980 cromos — incluindo os duplicados. “Faltavam só oito quando uma amiga trouxe de São Paulo. Foi uma corrente do bem.” O passo seguinte era encontrar o álbum. Na última sexta-feira, finalmente, uma papelaria local recebeu o produto. Fernanda comprou três.
Ao receber o caderno, Davi não conteve a emoção. Mas a surpresa maior veio ao abrir o último pacotinho: uma figurinha autografada do craque Neymar com borda dourada — item raro, com tiragem limitada. “Ele pulou, gritou ‘é ele, é ele!’. Eu chorei. Parecia coisa de cinema”, lembra a mãe.
Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que colecionar figurinhas antes do álbum é raro, mas não impossível. O que torna o caso ainda mais especial é a combinação com a figurinha rara. “É um feito para entrar no Guinness”, brinca o dono de loja especializada Carlos Mendes.
A história viralizou em grupos de troca e redes sociais. Para Fernanda, o maior prêmio foi ver o sorriso do filho. “Não tem dinheiro que pague. A Copa vai passar, mas essa memória fica.”
A família já planeja emoldurar a figurinha rara. Enquanto isso, Davi segue colando as 980 — agora com calma —, acompanhado pela mãe. “Melhor que ganhar o mundo”, finaliza o menino.
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