Abduzido 11 vezes: O encontro de Antonio Alves com os extraterrestres que mudou a ufologia brasileira

 

Abduzido 11 vezes: O encontro de Antonio Alves com os extraterrestres que mudou a ufologia brasileira




A história real do paraplégico que foi levado por seres de "Protu" e se tornou amigo dos alienígenas em São Luís do Maranhão.









Em um dos episódios mais fascinantes e controversos da história do fenômeno UFO no Brasil, um jovem paraplégico, semi-analfabeto e morador da periferia de São Luís (MA) protagonizou uma série de encontros que, segundo registros oficiais e depoimentos, desafiam a lógica e a ciência. O ano era 1975, e o nome do protagonista era Antonio Alves Ferreira, um adolescente de apenas 16 anos que afirmava ter sido abduzido 11 vezes por seres de outro mundo .

Diferente da maioria dos casos de abdução, que geralmente envolvem medo e trauma, a história de Antonio é singular por um motivo: ele fez amizade com os alienígenas.
O Cenário do Primeiro Contato

Tudo começou em 4 de janeiro de 1975. Naquele dia, o bairro Anil, na periferia de São Luís, saiu da rotina. Moradores relataram a presença de um estranho objeto voador que descia e subia sobre as casas. O artefato, descrito como discoide (formato de dois pratos emborcados um sobre o outro) e com cerca de cinco metros de circunferência, parecia flutuar sem rumo .

Antonio, que na época morava de favor no quintal de um colégio onde sua mãe trabalhava como lavadeira e zeladora, estava sozinho em casa. A família, apavorada com os eventos da tarde — que incluíram uma "bola de luz" derrubando o telhado do casebre e expondo as raízes de uma árvore — havia passado a noite anterior na delegacia .

Enquanto tentava se mover pelo quintal usando muletas, já que era paraplégico, Antonio sentiu uma sensação estranha. "De repente, um calor muito forte tomou conta do meu corpo. Era uma quentura intensa", relatou anos depois aos pesquisadores. Ao olhar para cima, viu o objeto redondo pairando sobre ele.
A Primeira Viagem

Antonio descreveu que, ao tentar gritar, nenhum som saía. Paralisado, ele viu uma abertura na nave. Uma escada desceu, e dois seres desembarcaram. "Eles me agarraram pelos braços e me conduziram para dentro", contou .

Dentro da nave, a descrição do garoto impressionou os investigadores. Ele falou de uma sala tão baixa que o obrigava a ficar sentado, paredes sem marcas ou emendas, e uma claridade "muito grande e esquisita". A nave subiu "como um elevador" e logo ele foi levado a um local diferente: um ambiente em forma de meia esfera branca, onde o céu era escuro, mas tudo ao redor era iluminado .

Foi ali que Antonio encontrou o líder da operação, um ser que ele veio a saber chamar-se Clóris, do planeta Protu.

A Amizade Interestelar




Diferente dos relatos hollywoodianos de experimentos invasivos, Antonio afirmou que Clóris tentou se comunicar. Inicialmente, houve frustração devido à barreira do idioma (Antonio era semi-analfabeto e não entendia a língua dos seres). Segundo o relato, para resolver isso, o extraterrestre tocou o peito do jovem.

"Foi aí que pude entendê-los. Eles faziam perguntas", disse Antonio. As questões, no entanto, eram surpreendentemente básicas e ingênuas para supostos viajantes espaciais: "Como funcionam os aviões da Terra? Qual combustível eles usam? Quantos tipos de carros existem?" .

Os pesquisadores do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) notaram a estranheza: se possuem tecnologia para voar entre estrelas, por que perguntariam sobre gasolina? A especulação é de que talvez estivessem testando o nível de conhecimento do garoto ou, ironicamente, Clóris fosse um "turista" curioso.

Antes de devolvê-lo, Clóris tocou o peito esquerdo de Antonio, deixando uma marca. "Sempre que quiserem falar comigo, esse círculo vai ficar vermelho, você sentirá um zumbido nos ouvidos e receberá a instrução de onde ir", teria dito o alienígena .

As abduções subsequentes foram "agendadas" telepaticamente. Em todas, Antonio sentia o chamado e se entregava ao encontro, tornando-se uma espécie de "embaixador terrestre" amigo dos seres de Protu.

Evidências e Testemunhas




O que torna o "Caso Antonio Alves" um dos mais sólidos da ufologia brasileira não é apenas o relato do garoto, mas a quantidade de evidências circunstanciais e testemunhas oculares.

Quando o caso veio à tona, não estavam presentes apenas jornalistas sensacionalistas. O promotor de Justiça José de Freitas Dutra foi ao local para averiguar a situação. O sargento Hermes e um funcionário de uma farmácia chamado Pedro confirmaram ter visto o objeto estranho rodopiando no céu .

O próprio professor de física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Garibaldi, opinou sobre o caso, e a Sociedade Maranhense de Astronomia, através de seu presidente Eliúde Farias, atestou que as marcas no terreno (árvores com raízes expostas e telhado quebrado) não poderiam ser explicadas pela astronomia convencional .

Cerca de 500 pessoas relataram ter visto o disco voador naqueles dias. Os jornais locais, como O Imparcial e o Pequeno, estamparam manchetes sobre o caso, e a Rádio Difusora do Maranhão interrompeu a programação para noticiar a abdução .
O Legado de Antonio Alves

Antonio Alves Ferreira virou manchete no Brasil e no exterior. Ele foi investigado por órgãos civis e militares, passou por entrevistas com psicólogos (que não encontraram indícios de mentira ou loucura) e recebeu a visita de ufólogos renomados como Irene Granchi, Silvio Lago e Bob Pratt .

Enquanto muitos casos de abdução terminam em noites de insônia e terapia, Antonio seguiu sua vida com a convicção de que havia feito amigos no espaço. Para ele, Clóris não era um monstro, mas um anfitrião.

O caso Antonio Alves permanece, até hoje, como um marco na ufologia mundial. Ele expõe todas as complexidades do fenômeno UFO: a presença de incontáveis testemunhas, a impossibilidade de explicação imediata, a vulnerabilidade do abduzido e, acima de tudo, a estranheza do contato.

Afinal, o que faz uma civilização interestelar, com tecnologia para curar distâncias interestelares, sequestrar um garoto paraplégico de uma comunidade pobre do Maranhão 11 vezes? Para Antonio Alves Ferreira, a resposta era simples: "Eles queriam um amigo."

Fonte: Reportagem baseada em registros históricos da Revista UFO e depoimentos colhidos pelo Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) de Fortaleza - CE.




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