Mega hair sob custódia: Especialista detalha riscos e técnica para retirada segura de apliques

 

Mega hair sob custódia: Especialista detalha riscos e técnica para retirada segura de apliques

fonte da imagem: Metropoles 


Após determinação da Polícia Penal, influenciadora removeu extensões sozinha na cadeia; procedimento caseiro pode causar danos graves ao cabelo natural, alerta especialista de Presidente Prudente (SP)










A recente passagem da influenciadora e advogada Deolane Bezerra pela Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, chamou a atenção não apenas pelos desdobramentos jurídicos, mas também por um detalhe estético inusitado: o cumprimento de uma determinação da Polícia Penal para a retirada do mega hair (apliques de cabelo). Deolane retirou as extensões sozinha, levantando uma questão comum entre as mulheres que aderem à técnica: afinal, é difícil tirar o mega hair? Quais os riscos de fazer o procedimento sem ajuda profissional?

Para entender o processo, o g1 conversou com a especialista em cuidados capilares e visagismo, Renata Oliveira, que atua há mais de 10 anos em Presidente Prudente (SP). Segundo ela, a remoção do mega hair exige tanta atenção quanto a aplicação. “Não é simplesmente ‘puxar’ os fios. O método correto depende do tipo de fixação: se é por queratina, microponto, fita adesiva ou costura. Cada um tem uma técnica específica de remoção”, explica.

fonte da imagem: G1 Globo



Renata detalha que, no caso de mega hair de queratina (um dos mais comuns), é necessário o uso de um secador profissional em alta temperatura para amolecer a resina, seguido de um alicate de precisão para quebrar a cápsula sem arrancar os fios naturais. “Produtos como removedor de queratina ou álcool isopropílico também são aliados, mas o uso caseiro, sem o devido cuidado, pode levar à quebra do cabelo e até a áreas de alopecia”, alerta.

A especialista afirma que o procedimento feito por Deolane sozinha, dentro de uma penitenciária, provavelmente não contou com esses recursos. “Ela deve ter utilizado os dedos ou algum objeto improvisado para romper as cápsulas. O risco de traumatismo no couro cabeludo, de arrancar fios saudáveis pela raiz e de deixar resíduos de queratina presos é altíssimo.”

Entre os principais perigos da remoção incorreta, Renata cita a tração excessiva, que pode causar a queda definitiva dos fios, e a formação de nós irreversíveis. “Muitas pacientes chegam ao salão tentando tirar o mega em casa e acabam tendo que raspar partes do cabelo.”

A especialista reforça que, mesmo em situações de urgência — como uma determinação judicial — o ideal é que a retirada seja feita por um profissional. “O mega hair é um investimento de beleza, mas a saúde do seu cabelo vem primeiro. Se não há acesso a um salão, o melhor é procurar orientação remota ou, em último caso, cortar os apliques rente à cápsula, nunca puxar.” O caso de Deolane serve, portanto, de alerta: beleza e segurança devem andar juntas, mesmo sob custódia.














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