Alta de acidentes eleva custos com vítimas do trânsito a R$ 114 milhões em Presidente Prudente

 


Alta de acidentes eleva custos com vítimas do trânsito a R$ 114 milhões em Presidente Prudente

fonte da imagem: G1 Globo


Número acende alerta para o Maio Amarelo; sequelas exigem reabilitação especializada e sobrecarregam cofres públicos










Em Presidente Prudente (SP), o avanço no número de acidentes de trânsito tem gerado um impacto financeiro severo aos cofres públicos. Dados recentes apontam que os custos com atendimento, internação e reabilitação de vítimas ultrapassaram a marca de R$ 114 milhões. O montante, que considera despesas hospitalares, cirurgias, medicamentos e tratamentos prolongados, acende um alerta para a necessidade urgente de conscientização da população.

O crescimento dos acidentes não afeta apenas o bolso do poder público, mas também a qualidade de vida das vítimas. Muitas delas ficam com sequelas permanentes — como lesões medulares, traumatismos cranianos e amputações — e passam a depender de reabilitação especializada por meses ou anos. Esse processo, além de doloroso, é caro e frequentemente extrapola a capacidade da rede municipal de saúde.

Profissionais da área apontam que as principais causas dos acidentes na região continuam sendo a combinação de velocidade excessiva, direção sob efeito de álcool e desatenção ao volante. “O fator humano ainda é o maior vilão. Precisamos mudar comportamentos, e isso só acontece com educação permanente no trânsito”, afirma uma coordenadora de um centro de reabilitação local.

Os números alarmantes chegam em um momento simbólico: o Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização para redução de acidentes e mortes no trânsito. Em Prudente, ações educativas estão sendo intensificadas, com blitzes, palestras em escolas e simulações de impacto. A expectativa é que a mobilização ajude a conter a curva ascendente de ocorrências.


fonte da imagem: G1 Globo.com



Especialistas ressaltam que cada real gasto com reabilitação poderia ser evitado com medidas preventivas — como manutenção viária adequada, fiscalização rigorosa e campanhas contínuas. “O custo de uma vida com sequelas é imensurável. Os R$ 114 milhões são apenas a ponta do iceberg”, alerta um engenheiro de tráfego ouvido pela reportagem.

Enquanto os números não caem, a população prudente convive com o medo e a dor no trânsito. O Maio Amarelo, neste ano, ganha um peso ainda maior: não se trata apenas de lembrar, mas de agir antes que mais vidas e recursos se percam nas vias da cidade.












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