40 Paraísos Escondidos: O Roteiro Definitivo para Viajar pelo Brasil Gastando Pouco
De praias selvagens a serras bucólicas, conheça os destinos onde o seu dinheiro rende mais e a experiência vale ouro.
Viajar pelo Brasil é um privilégio. Somos donos de uma diversidade geográfica que poucos países no mundo possuem. No entanto, por muitos anos, a ideia de explorar o território nacional foi associada a altos custos, passagens aéreas proibitivas e hospedagens caras. Mas a realidade é que, de norte a sul, existe um universo de destinos incríveis esperando por viajantes que buscam experiências autênticas sem estourar o orçamento.
Nesta reportagem, embarcamos em uma jornada para listar 40 lugares fantásticos onde é possível viajar com pouco dinheiro. A premissa é simples: priorizar locais onde a hospedagem coletiva (pousadas familiares, campings ou aluguéis de temporada) é acessível, a alimentação é farta e regional, e as principais atrações são naturais e, muitas vezes, gratuitas. Prepare a mochila, o protetor solar e a vontade de aventura. Aqui estão 40 paraísos brasileiros que cabem no seu bolso.
Região Nordeste: Sol, Mar e Cultura Acessível
O Nordeste é o coração pulsante do turismo brasileiro. Embora destinos como Porto de Galinhas e Fernando de Noronha sejam sinônimos de altos custos, a região é vasta e cheia de alternativas econômicas.
1. São Miguel dos Milagres (AL)
A apenas 90 km de Maceió, São Miguel dos Milagres é o que Porto de Galinhas era há 30 anos: tranquilo, rústico e de uma beleza estonteante. O famoso "Caminho dos Milagres" é um trecho de litoral com piscinas naturais formadas por recifes de corais a poucos metros da areia.
Como economizar: Diferente de sua vizinha badalada, Japaratinga, Milagres oferece pousadas familiares simples. As refeições podem ser feitas nos restaurantes locais ou comprando peixes frescos diretamente dos pescadores na praia.
Imperdível: Andar a cavalo pela praia ao entardecer e o mergulho nas piscinas naturais de Riacho (acesso por jangada com preços tabelados e justos).
2. Barra Grande (PI)
Localizada no Delta do Parnaíba, Barra Grande é um vilarejo que ainda respira autenticidade. O acesso é um pouco mais longo (é preciso chegar a Parnaíba e pegar uma balsa), mas isso mantém os preços baixos e a natureza preservada.
Como economizar: A vida noturna é simples; o custo do entretenimento está nas trilhas e passeios de barco. Hospedar-se em casas de temporada divididas entre grupos é a estratégia mais inteligente.
Imperdível: O passeio pelo Delta do Parnaíba, um dos únicos em mar aberto no mundo, e o pôr do sol na Lagoa do Portinho, onde é possível praticar kitesurf com instrutores locais a preços acessíveis.
3. Jericoacoara (CE) – Na Baixa Temporada
Jericoacoara é um clássico, mas isso não significa que seja inacessível. O segredo para viajar barato para Jeri é fugir das altas temporadas (dezembro a fevereiro e julho). Nos meses de março a junho ou agosto a novembro, os preços das pousadas caem drasticamente.
Como economizar: A vila é pequena e tudo se faz a pé. Evite restaurantes badalados na praia principal e opte pelos "pastéis do Nildo" ou pelas tapiocarias nas ruas de areia. As dunas e lagoas são gratuitas.
Imperdível: A Pedra Furada (acesso por trilha na maré baixa) e o pôr do sol na Duna do Pôr do Sol, um dos mais bonitos do mundo.
4. Pipa (RN) – Longe da Praia Central
Praia da Pipa ganhou fama internacional e preços altos. No entanto, é possível explorar a região gastando menos se você evitar a praia central. Hospedar-se em Tibau do Sul, a cidade vizinha, ou em pousadas mais afastadas nas falésias, reduz o custo da diária.
Como economizar: Aproveite as trilhas gratuitas. A caminhada entre a Praia do Madeiro e a Praia da Mina é um espetáculo à parte. Leve sua própria água e lanches para passar o dia nas praias.
Imperdível: Observar os golfinhos rotadores na Baía dos Golfinhos e o visual das falésias na Praia do Chapadão.
5. Morro de São Paulo (BA) – Fora do Circuito Primeiro Morro
A fama de Morro de São Paulo é cara, mas o arquipélago de Tinharé tem muitas camadas. Enquanto o Primeiro Morro (pousada do Porto) é repleto de baladas caras, o Quarto Morro (Praia do Encanto) e a Gamboa do Morro oferecem hospedagens simples e um clima de vilarejo pescador.
Como economizar: Evite os restaurantes com vista para o mar no centro. Coma acarajé nas baianas ou moquecas nas vilas de pescadores. O acesso por escuna saindo de Salvador é muito mais barato que o voo para o aeroporto local.
Imperdível: A trilha das praias (do Primeiro ao Quarto Morro) e o pôr do sol na Toca do Morcego.
6. Canoa Quebrada (CE)
Famosa pela lua de mel de uma novela global, Canoa Quebrada mantém um espírito alternativo e hippie. As famosas falésias avermelhadas e a "Broadway" (rua principal) são point de viajantes mochileiros há décadas.
Como economizar: A cidade é um destino tradicional para mochileiros, então há muitos albergues e pousadas econômicas. A comida de rua é variada e os passeios de buggy podem ser divididos entre grupos.
Imperdível: O voo de asa-delta sobre as falésias e o passeio de buggy até a Lagoa do Catu ou a Praia de Majorlândia.
7. Praia do Espelho (BA)
Considerada por muitos a praia mais bonita do Brasil, Espelho fica no município de Porto Seguro, mas em um extremo isolado. Ao contrário da badalação de Trancoso, Espelho ainda oferece estrutura simples. Dormir na vila é caro, mas a estratégia é ficar em Caraíva ou em Arraial d'Ajuda e ir para Espelho em um bate-volta de carro ou trilha.
Como economizar: Leve seu cooler com bebidas e lanches. As barracas de praia, embora sofisticadas, cobram preços altos pelo conforto. A beleza da praia é gratuita e pública.
Imperdível: As piscinas naturais formadas pelos corais na maré baixa e o encontro do rio com o mar.
8. Atins (MA)
Na ponta oposta dos Lençóis Maranhenses, do lado de Barreirinhas, está Atins. Enquanto Barreirinhas é o centro urbano e logístico, Atins é o paraíso dos aventureiros. É um vilarejo rústico, sem asfalto, onde o transporte é feito de "tração animal" (cavalos ou 4x4).
Como economizar: Atins é para quem gosta de camping ou pousadas simples. A magia está em explorar os Lençóis por conta própria (com guia local) e curtir a Lagoa da Gaivota.
Imperdível: O passeio noturno para ver os caranguejos na praia e a caminhada pelas dunas que invadem as ruas do vilarejo.
9. Ilha de Itaparica (BA)
A apenas uma hora de ferry de Salvador, Itaparica é o refúgio econômico dos baianos. A ilha oferece praias de águas calmas, sossego e uma história rica em fortificações coloniais.
Como economizar: Os preços são drasticamente mais baixos do que na capital. Há pousadas familiares e a comida é típica de vila de pescadores. É possível alugar bicicletas para circular pela ilha.
Imperdível: A Fortaleza de São Lourenço e as praias de Ponta de Areia e Barra Grande (a da ilha, não a do Piauí).
10. Jenipabu (RN)
Pertinho de Natal, Jenipabu (ou Genipabu) é famosa pelas dunas móveis e pelos aluguéis de buggy. Para economizar, evite os pacotes turísticos fechados. Muitas vezes, é mais barato negociar diretamente com os condutores locais na beira da praia ou optar pelo "esquibunda" (escorregador de madeira nas dunas) que é uma atração à parte.
Como economizar: Hospede-se em pousadas na região de Extremoz, não na orla principal. O passeio de dromedário, embora curioso, pode ser substituído pela caminhada nas dunas com um guia local.
Imperdível: O pôr do sol com a paisagem das dunas refletidas nas lagoas de água doce.
Região Sudeste: Serras, Praias Escondidas e Trilhas
O Sudeste é frequentemente visto como caro devido a São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a região oferece serras com clima europeu e litorais selvagens que são verdadeiros oásis de economia.
11. Ilha Grande (RJ) – Sem Luxo, Com Natureza
Angra dos Reis tem fama de cara, mas Ilha Grande é a exceção. Na vila de Abraão, não há carros, só ruas de areia. A energia elétrica é limitada (o que torna a estadia uma experiência única) e a concentração de albergues e campings é enorme.
Como economizar: Leve dinheiro em espécie (o saque tem taxa alta). Cozinhe ou coma nos quiosques simples da vila. As trilhas para as praias são gratuitas e a recompensa são praias desertas.
Imperdível: A trilha até a Lagoa Azul e a Praia de Lopes Mendes (considerada uma das mais bonitas do Brasil), acessível por trilha de 40 minutos saindo do Abraão.
12. Monte Verde (MG) – Na Baixa Temporada
O "cantinho da serra" mineiro é um dos destinos de clima mais procurados do país. Nos feriados e inverno, os preços disparam. A dica para ir a Monte Verde gastando pouco é ir na primavera (setembro/outubro) ou após o Carnaval.
Como economizar: Monte Verde é destino de lua de mel, mas há excelentes pousadas econômicas e chalés para grupos. A comida de boteco mineiro é farta e bem mais barata que os fondus caros.
Imperdível: Trilha do Platô e do Pico do Selado (gratuitas) e o passeio de trenó (um dos mais em conta da região).
Paraty é uma joia colonial, mas o centro histórico tem preços de capital europeia. A solução é ficar em bairros como Parque Imperial ou no bairro do Jabaquara, onde há pousadas familiares e campings a poucos minutos do centro.
Como economizar: Utilize o transporte público (micro-ônibus) ou vá de bicicleta até o centro. As cachoeiras da Serra da Bocaina são gratuitas ou cobram uma taxa simbólica de manutenção.
Imperdível: O passeio de escuna para as praias da Joatinga e Saco do Mamanguá (negocie o valor na marina) e as cachoeiras do Tobogã e da Pedra Branca.
14. São Thomé das Letras (MG)
O refúgio dos místicos e roqueiros no sul de Minas. A cidade é famosa pelas cachoeiras, pelas grutas e pelo fato de muitas atrações estarem a curta distância a pé ou de carro. O custo de vida na cidade é baixíssimo.
Como economizar: A cidade é pequena; não há necessidade de carro 4x4 para a maioria das cachoeiras (estradas de terra, mas acessíveis). As pousadas e "pousinhos" (hospedagens familiares) são muito baratas.
Imperdível: A Gruta do Carimbado, a Cachoeira da Eubiose e a famosa Pirâmide (centro de meditação com vista para a serra).
15. Ubatuba (SP) – As Praias do Norte
Ubatuba tem mais de 100 praias. As mais badaladas e caras ficam na região sul (próximo a Caraguatatuba). Para economizar, explore as praias da região norte, como a Praia do Cedro, do Felix e a Praia Dura. São mais selvagens, com menos infraestrutura, mas de uma beleza intocada.
Como economizar: Ubatuba é um paraíso para campings. Há opções excelentes de camping organizado (com infraestrutura de aluguel de barracas) bem em frente ao mar.
Imperdível: A Trilha da Sete Praias (partindo da Praia do Flamengo) e o mergulho no Parque Estadual da Ilha Anchieta (acesso por barco barato saindo do Saco da Ribeira).
16. Capitólio (MG) – Fora dos Fins de Semana
O "Mar de Minas" ficou mundialmente famoso pelos cânions de rocha e águas verdes. Durante feriados prolongados, os preços das pousadas e dos passeios de lancha disparam. A dica é viajar durante a semana ou em temporada baixa.
Como economizar: Em vez de alugar uma lancha particular, opte pelos passeios coletivos de barco maior, que são significativamente mais baratos. As cachoeiras da região, como a Cachoeira do Lobo, têm entrada acessível.
Imperdível: Os passeios de barco pelos Cânions de Furnas e a vista do mirante dos Cânions (gratuito).
17. Guarapari (ES) – Fora do Verão
Guarapari é um clássico capixaba. No verão, a cidade fica lotada e os preços sobem. Para uma viagem econômica, visite na primavera. A cidade oferece praias urbanas gratuitas e uma das maiores concentrações de pousadas simples da região.
Como economizar: Utilize as praias da Curva da Jurema e da Praia do Morro, que têm estrutura pública. Evite os restaurantes da orla central e prefira os "self-services" por quilo das ruas internas.
Imperdível: A visita ao Convento da Penha (em Vila Velha, ao lado) e a Praia dos Padres (acesso por trilha ou barco barato).
18. Brotas (SP)
A capital do ecoturismo paulista é sinônimo de aventura (rafting, cachoeiras). O segredo para não gastar muito é priorizar as atrações naturais gratuitas ou de baixo custo em detrimento dos pacotes fechados de aventura.
Como economizar: Muitas cachoeiras, como a Cachoeira do Martello e a do Astor, cobram entrada simbólica (R$ 10 a R$ 20). O rafting é o carro-chefe, mas você pode dividir o bote com mais pessoas para baratear.
Imperdível: A Cachoeira da Santuário (dentro da cidade, com estrutura de lazer) e o passeio de "caminhada" pelo Rio Jacaré-Pepira.
19. Trindade (RJ)
Distrito de Paraty, Trindade é um universo à parte. É um reduto de surfistas e mochileiros. As praias são selvagens e as pousadas, rústicas. É o destino ideal para quem quer sossego sem pagar o preço de Paraty.
Como economizar: Há diversas opções de camping e albergues. A vila é pequena e tudo se faz a pé. Coma nas barracas de praia ou nos restaurantes simples na "rua de dentro".
Imperdível: A Piscina Natural do Cachadaço (acesso por trilha curta) e a Praia do Meio, famosa pelo mar agitado e paisagem dos morros cobertos de Mata Atlântica.
20. Visconde de Mauá (RJ/MG)
Dividida entre Minas e Rio, Mauá é um destino serrano romântico, mas que pode ser acessível se você escolher a hospedagem certa. Ficar na parte de Minas Gerais (Maringá) costuma ser mais barato do que na parte do Rio (Vila de Mauá).
Como economizar: As principais atrações são as cachoeiras. A maioria cobra uma taxa de manutenção baixa (entre R$ 5 e R$ 15). Leve seu lanche para passar o dia nas propriedades.
Imperdível: A Cachoeira do Escorrega (um tobogã natural de pedra) e o Pico da Pedra Selada (trilha longa, mas de entrada gratuita).
Região Sul: Cânions, Tradições e Mares Frios
O Sul do Brasil oferece um roteiro único, com forte influência europeia, serras imponentes e um litoral de atmosfera diferente. Viajar pelo Sul exige planejamento para evitar os picos do inverno (na serra) e do verão (no litoral).
21. Praia do Rosa (SC) – Na Meia Estação
Praia do Rosa é um dos destinos mais descolados de Santa Catarina. No auge do verão (dezembro a fevereiro), os preços são salgados. No outono (março a maio) ou na primavera, o clima continua agradável para trilhas e a hospedagem cai para a metade do preço.
Como economizar: As trilhas para as praias são gratuitas. A lagoa do Rosa é ideal para observar botos e praticar stand-up paddle. Há uma rede forte de albergues da juventude.
Imperdível: A trilha do Morro da Antena (vista panorâmica 360°) e a observação de botos na Lagoa do Rosa.
22. Cambará do Sul (RS)
A porta de entrada para os Cânions do Aparados da Serra e Serra Geral. Cambará é uma cidade pequena e acolhedora. Embora os parques nacionais tenham taxa de entrada, o custo da estadia na cidade é muito baixo.
Como economizar: Existem muitas pousadas familiares e cabanas rústicas. Os restaurantes servem o famoso churrasco gaúcho com preços justos. Vale a pena comprar os ingressos dos parques com antecedência para garantir o valor inteiro (não há meia-entrada para residentes).
Imperdível: O Cânion do Itaimbezinho (no Parque Nacional de Aparados) e o Cânion Fortaleza (no Parque Nacional da Serra Geral).
23. Ilha do Mel (PR)
Acessível apenas por barco (saindo de Pontal do Sul ou Paranaguá), a Ilha do Mel é um dos destinos mais preservados do país. Não há carros, só trilhas e areia. Por ser uma unidade de conservação, a quantidade de pousadas é limitada, mas há opções de camping e albergues.
Como economizar: Leva-se comida não perecível, pois os restaurantes na ilha são caros devido à logística. Os campings oferecem estrutura de cozinha comunitária. As trilhas são gratuitas.
Imperdível: A caminhada até a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres e o Farol das Conchas, com vista para o mar infinito.
24. Urubici (SC)
A terra da neve e das temperaturas negativas no inverno, Urubici é um destino de serra que encanta. Assim como Cambará, o custo está nas atrações naturais. A Serra do Corvo Branco é um espetáculo gratuito.
Como economizar: Muitas atrações como a Pedra Furada e o Morro da Igreja cobram acesso por veículo (um valor fixo). Divida o carro com amigos para ratear. As pousadas são simples e aconchegantes.
Imperdível: A vista do Mirante da Serra do Corvo Branco e a Cascata do Avencal (acesso fácil e gratuito).
25. Porto Belo (SC) – Bombinhas Alternativo
Bombinhas é um paraíso de águas cristalinas em Santa Catarina, mas os preços das hospedagens explodiram. A alternativa é ficar em Porto Belo, ao lado, e utilizar o carro para acessar as praias de Bombinhas (como a Praia da Sepultura e a Praia de Quatro Ilhas).
Como economizar: Porto Belo tem uma gama maior de hotéis econômicos e campings. A cidade também oferece passeios de barco para a Ilha de Porto Belo que são mais baratos que os concorrentes.
Imperdível: O mergulho com snorkel nas piscinas naturais de Bombinhas e o pôr do sol na orla de Porto Belo.
26. Canela (RS) – Alternativa a Gramado
Gramado é um destino caríssimo. Canela, sua vizinha, oferece as mesmas atrações serranas (clima europeu, pinheiros, chocolate) com preços de hospedagem e alimentação significativamente mais baixos.
Como economizar: As principais atrações turísticas (Catedral de Pedra, Parque do Caracol) ficam em Canela. Hospede-se em Canela e visite Gramado em um bate-volta (são apenas 8 km de distância).
Imperdível: O Parque do Caracol (o ingresso é barato e a vista da cascata é espetacular) e a Rua Coberta de Canela, menos cheia que a de Gramado.
27. Morretes (PR)
Famosa pelo barreado e pela estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, Morretes é um destino histórico cercado pela Mata Atlântica. É possível passar o dia ou um final de semana gastando pouco, focando nas belezas naturais e na culinária de rua.
Como economizar: Em vez do trem turístico (que é caro), vá de carro pela Estrada da Graciosa (estrada histórica de paralelepípedos, gratuita e de beleza ímpar). O barreado pode ser encontrado em restaurantes simples, não apenas nos tradicionais e caros.
Imperdível: A Estrada da Graciosa e as cachoeiras do entorno, como a Cachoeira do Véu da Noiva.
28. Garopaba (SC)
Garopaba mantém um ar de vilarejo de pescadores, mesmo com o crescimento do surf. É um destino mais rústico e, consequentemente, mais barato que seus vizinhos badalados (Praia do Rosa e Florianópolis).
Como economizar: Os campings e albergues são abundantes. A cidade tem um forte comércio local com preços acessíveis para alimentação. As praias são urbanas e de fácil acesso.
Imperdível: A Praia da Ferrugem (para o surf) e a Lagoa de Garopaba (para observar aves e pôr do sol).
Região Norte: A Selva Acessível
A região Norte é frequentemente ignorada por viajantes devido à distância e ao custo das passagens aéreas. No entanto, uma vez no local, o custo de vida é baixo, e a experiência de imersão na Amazônia é inigualável.
29. Alter do Chão (PA)
Chamada de "Caribe Amazônico", Alter do Chão é um dos destinos mais impressionantes do Brasil. A vila fica em Santarém, e o acesso é feito por estrada. A famosa Ilha do Amor surge quando o Rio Tapajós baixa, formando praias de areia branca com água doce e quente.
Como economizar: A hospedagem na vila de Alter do Chão é variada e há muitas opções econômicas. As praias são públicas e gratuitas. O passeio de barco para o Lago Verde pode ser negociado em grupo.
Imperdível: Caminhar pela Ilha do Amor (quando o rio está baixo) e tomar um banho de argila nas margens do rio, que tem propriedades medicinais.
30. Presidente Figueiredo (AM)
A apenas 100 km de Manaus, é conhecida como a "Terra das Cachoeiras", com mais de 100 quedas d'água catalogadas. É o destino perfeito para quem quer explorar a Amazônia sem precisar de longos deslocamentos de barco.
Como economizar: A cidade tem hotéis simples e econômicos. Muitas cachoeiras ficam em propriedades privadas que cobram uma entrada simbólica (R$ 10 a R$ 20). Leve seu próprio lanche para passar o dia.
Imperdível: A Cachoeira do Santuário (acesso fácil e estrutura) e a Gruta do Refúgio do Maroaga, um sítio arqueológico com pinturas rupestres.
31. Jalapão (TO) – Em Grupo
O Jalapão é o destino dos sonhos para quem ama aventura. A fama de caro vem da logística: é necessário contratar um guia e um carro 4x4. No entanto, se você viajar em grupo de 4 a 6 pessoas, o custo por pessoa se torna extremamente viável.
Como economizar: Acampe! A maioria dos roteiros no Jalapão inclui campings, o que barateia drasticamente a estadia. Leve alimentos não perecíveis de Palmas ou Mateiros, pois a comida nos vilarejos é cara e escassa.
Imperdível: Os Fervedouros (poços de água cristalina onde você flutua), o Cânion do Sussuapara e o Pôr do Sol na Pedra Furada.
32. Ilha de Marajó (PA)
Acessível por barco saindo de Belém, a Ilha de Marajó é um destino de cultura rústica, com fazendas históricas (haras) e praias de água doce no Rio Amazonas. O grande diferencial é o transporte por búfalos, símbolo da ilha.
Como economizar: Hospedar-se em Salvaterra ou Soure, as principais cidades, oferece opções de pousadas simples e campings. O acesso às praias é feito por trilhas ou vans coletivas.
Imperdível: O passeio de búfalo pelas praias e a visita às fazendas históricas (muitas permitem entrada gratuita para conhecer o casario).
Região Centro-Oeste: Cerrado, Cidades Históricas e Águas Termais
O Centro-Oeste é sinônimo de natureza intocada, cidades históricas que respiram o ciclo do ouro e águas quentes que curam o corpo.
33. Pirenópolis (GO)
Uma das cidades históricas mais charmosas do Brasil, Pirenópolis combina o patrimônio colonial do século XVIII com dezenas de cachoeiras no cerrado. A cidade fica a apenas 120 km de Brasília, mas o custo de vida é muito mais baixo.
Como economizar: As ruas de pedra do centro são gratuitas para explorar. As cachoeiras cobram entradas acessíveis (R$ 10 a R$ 30). Há muitas pousadas simples e albergues para mochileiros.
Imperdível: A Cachoeira do Abade (estruturada e ideal para famílias) e o mirante da cidade (subindo as escadarias da igreja matriz).
34. Bonito (MS) – Acessível com Roteiro Alternativo
Bonito é o destino de ecoturismo mais famoso do Brasil, mas a fama de "caro" muitas vezes afasta os viajantes. A verdade é que Bonito pode ser acessível se você escolher as atrações com sabedoria.
Como economizar: Em vez de fazer o mergulho de flutuação caro (como no Rio da Prata), opte pela flutuação no Rio Sucuri ou no Parque Municipal, que são mais em conta. Pule os passeios de balão e helicóptero. A alimentação em Bonito é o ponto alto: os restaurantes self-service são deliciosos e têm preço fixo baixo.
Imperdível: A Gruta do Lago Azul (entrada com valor justo) e o nascente do Rio Formoso (acesso livre para banho).
35. Chapada dos Veadeiros (GO) – Alto Paraíso
A Chapada dos Veadeiros é um santuário de energia e cachoeiras. A cidade-base é Alto Paraíso de Goiás, que tem uma infinidade de pousadas alternativas, campings e albergues.
Como economizar: A maioria das cachoeiras está dentro de propriedades privadas ou parques com taxa de entrada. Para economizar, escolha 2 ou 3 cachoeiras que sejam mais acessíveis (como a Cachoeira do Segredo e a Loquinhas) em vez de tentar fazer todas.
Imperdível: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (ingresso acessível para brasileiros) e a Pedra do Segredo (trilha curta com piscinas naturais).
36. Caldas Novas (GO) – Na Baixa Temporada
Caldas Novas é a maior estância hidrotermal do mundo. No auge do verão e feriados, os resorts inflacionam os preços. A estratégia econômica é ir durante a semana, fora da temporada, e optar por "hotéis" que oferecem acesso aos parques aquáticos, ou utilizar as praças públicas de água quente, que são gratuitas.
Como economizar: A cidade possui fontes públicas de água quente onde você pode tomar banho sem pagar nada. Alugue um apartamento por temporada em vez de resort all-inclusive.
Imperdível: O Parque Estadual da Serra de Caldas (trilhas e piscinas naturais de água quente) e o SESC Caldas (estrutura pública com preços populares).
37. Chapada dos Guimarães (MT)
A apenas 60 km de Cuiabá, Chapada dos Guimarães é um monumento geológico com paredões de arenito, cachoeiras e uma vista impressionante do "Centro Geodésico da América Latina".
Como economizar: A cidade tem uma boa rede de pousadas econômicas e campings. As principais atrações, como o Véu de Noiva e a Cidade de Pedra, estão dentro de parques com taxa de entrada baixa.
Imperdível: O Mirante do Centro Geodésico (entrada gratuita) e a Cachoeira do Salbro (um dos mergulhos mais refrescantes da região).
38. Aquidauana (MS) – Pantanal Econômico
O Pantanal sul-mato-grossense é famoso pelos passeios de carro de boi e pela observação de animais. Corumbá e Miranda costumam ter roteiros caros. Aquidauana surge como uma alternativa mais barata para conhecer o Pantanal, com fazendas que oferecem hospedagem simples e passeios a cavalo a preços reduzidos.
Como economizar: Faça os passeios de barco pelo Rio Aquidauana, que são mais baratos que no Rio Paraguai. A observação de pássaros e jacarés pode ser feita em passeios noturnos curtos.
Imperdível: O pôr do sol no Morro do Paxixi (vista panorâmica do pantanal) e o passeio de charrete pelas fazendas históricas.
39. Pontal do Araguaia (MT)
No extremo leste de Mato Grosso, o Rio Araguaia forma a famosa Ilha do Bananal. Pontal do Araguaia é o destino dos pescadores e amantes de praias de rio. Durante a temporada de praia (junho a agosto), as areias brancas surgem no meio do rio.
Como economizar: A hospedagem é basicamente composta por campings e casas de temporada. Como é um destino de pesca, a culinária é baseada em peixe regional (pintado, cachara), que é vendido a preços acessíveis nos mercados locais.
Imperdível: O passeio de barco até o "Encontro das Águas" (Rio Araguaia e Rio das Mortes) e o mergulho nas praias fluviais.
40. São Jorge (GO)
Distrito de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros, São Jorge é a porta de entrada para o Parque Nacional. É uma vila alternativa, onde muitos moradores são artistas e místicos. A vila tem uma energia única e é mais barata que Alto Paraíso.
Como economizar: A vila é pequena e oferece pousadas rústicas e albergues. As refeições podem ser feitas nos restaurantes comunitários ou nas opções vegetarianas que têm preço fixo.
Imperdível: A entrada pelo Parque Nacional (a trilha para as cachoeiras do Rio Preto é uma das mais bonitas) e a Cachoeira do Abismo, que fica fora do parque e tem acesso livre.
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