‘Um café por um sonho’: Empreendedor do interior de SP usa o ‘Pix da confiança’ para se reinventar no frio de 2026

 


‘Um café por um sonho’: Empreendedor do interior de SP usa o ‘Pix da confiança’ para se reinventar no frio de 2026


fonte da imagem: G1 Globo.com


Com a menor temperatura do ano em Presidente Prudente (SP) neste maio de 2026, vendedor aposta na solidariedade dos motoristas para recomeçar a vida.











O termômetro marcou 4,2 graus na manhã do último dia 15 em Presidente Prudente (SP), a menor temperatura registrada na cidade em 2026. Enquanto a maioria dos moradores prefere permanecer sob cobertores, o vendedor ambulante Robson Silva, de 38 anos, encara o vento gelado das avenidas com um isopor e uma certeza: “O frio é o meu melhor funcionário.”

Há três meses desempregado, Robson criou um negócio inusitado para sobreviver. Em vez de um preço fixo, seus copos de café coado na hora (com ou sem leite, canela ou chocolate) são pagos por meio do que ele batizou de “Pix da confiança”. O cliente transfere o quanto acredita que a bebida vale — ou o que seu bolso permite.

“Tem dia que pagam R2,�������2,outrosR 10. No fim, dá certo. A generosidade cobre a falta”, conta o empreendedor, que perdeu o emprego em uma transportadora no início do ano. A ideia surgiu ao perceber que, com a queda brusca das temperaturas na capital do Oeste Paulista, motoristas apressados e trabalhadores de obras paravam nos semáforos em busca de algo quente.

O “Pix da confiança” funciona por um QR code impresso e plastificado pendurado em seu pescoço. “Sem constrangimento. Quem não pode pagar, pega de graça. Um dia a gente ajuda, no outro é ajudado.”

A estratégia tem se mostrado eficaz. Robson conta que a média diária subiu de R35�����35paraR 120 com o frio intenso de maio. “O povo prudentino é parceiro. Teve um cliente que pagou R$ 50 por um café e disse: ‘Toma, compra mais pó para amanhã’.”


G1 Globo.com




A baixa umidade e as manhãs geladas — que devem persistir até o fim do mês, segundo o IPMet — tornaram o café quente um item de primeira necessidade. Para Robson, cada copo vendido é mais do que dinheiro: é a reconstrução de um sonho. “Quero juntar para reabrir minha pequena lanchonete, que fechei na pandemia. Enquanto isso, vou aquecendo corpos e almas, um Pix de cada vez.”

Enquanto o sol ainda demora a esquentar o Oeste Paulista, o vapor do café de Robson sobe junto com a fé de quem aprendeu que, no fundo, confiança também é moeda de troca.


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