Silêncio que Salva: Alunos aprendem a fugir do fogo em simulado no interior paulista

 

Silêncio que Salva: Alunos aprendem a fugir do fogo em simulado no interior paulista



Escolas de Junqueirópolis e Martinópolis promovem treinamento de evacuação com mais de 370 participantes e apoio da Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros










O sinal tocou fora do comum. Em vez da troca de aulas, o som estridente anunciava o início de um incêndio simulado. Na manhã da última quinta-feira, a Escola Municipal Shigueko Oto Iwaki, no centro de Junqueirópolis (SP), transformou corredores e salas em rotas de fuga organizadas. Mais de 370 pessoas — entre alunos, professores, funcionários, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros — participaram do treinamento coordenado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

Em menos de três minutos, todas as crianças deixaram o prédio em filas indianas, mãos sobre a cabeça e sem correria. “O pânico é o maior inimigo. Treinar o silêncio e a ordem salva vidas”, explicou o coordenador da Defesa Civil local. A ação simulou um curto-circuito na cozinha, com fumaça no corredor principal. Os bombeiros orientaram os servidores sobre o uso de extintores e pontos de encontro seguros.

Paralelamente, a vizinha Martinópolis também realizou exercício semelhante em uma de suas escolas estaduais. Lá, os alunos aprenderam a identificar alarmes, fechar portas para conter o fogo e sinalizar a própria posição para equipes de resgate. “Criança bem treinada vira multiplicadora em casa”, destacou um oficial da PM.

Os simulados fazem parte do programa “Escola Preparada”, que visa incluir a cultura de prevenção no calendário letivo. Segundo a Defesa Civil, incêndios em unidades de ensino são raros na região, mas a falta de preparo já gerou correria e ferimentos leves em situações reais no passado. “Não queremos esperar uma tragédia para agir. O simulado é ensaio para a vida”, afirmou a diretora da escola de Junqueirópolis.

Após o exercício, os alunos participaram de uma roda de conversa com os bombeiros. Enquanto alguns relatavam medo do barulho do alarme, outros já perguntavam como agir em casa. Ações como essa mostram que proteção e educação caminham juntas — e que, quando o perigo é invisível, o treinamento vira o melhor extintor.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem