Mãe enfrenta batalha contra câncer e lúpus enquanto cuida de três filhos no interior de SP
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| fonte da imagem: G1 Globo |
‘São a minha cura todos os dias’: Os desafios diários da maternidade se tornaram um refúgio para uma moradora de Presidente Prudente (SP)
Em meio a consultas, quimioterapias e crises autoimunes, a pedagoga Dayana Teles de Carvalho e Silva, de 45 anos, encontrou um motivo inesperado para seguir firme: os três filhos. Moradora de Presidente Prudente (SP), ela convive com um diagnóstico duplo — câncer e lúpus eritematoso sistêmico — mas garante que o que a mantém de pé é o amor e a rotina intensa da maternidade.
“Eles são a minha cura todos os dias”, diz Dayana, com os olhos marejados. A rotina da pedagoga é uma verdadeira maratona. Acorda cedo para preparar as crianças para a escola, organizar medicamentos, dar conta das tarefas domésticas e ainda comparecer a sessões de tratamento. Mesmo nos dias de fadiga extrema e dores nas articulações — marcas registradas do lúpus —, ela encontra forças no riso dos filhos.
“Quando estou para baixo, vem um abraço, uma pergunta travessa, um desenho rabiscado. Isso me lembra que a vida não é só a doença”, conta.
O câncer foi descoberto há dois anos, durante exames de rotina. O choque veio acompanhado da necessidade de reacender o tratamento do lúpus, diagnosticado anos antes. “No começo, pensei: como vou cuidar deles se mal consigo cuidar de mim?”. A resposta veio na prática diária: ao cuidar dos filhos, ela se sente viva e necessária.
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Dayana adaptou a casa, aprendeu a economizar energia para os momentos essenciais e criou uma rede de apoio com vizinhos e a escola das crianças. Mesmo assim, não esconde as dificuldades. “Há dias em que o corpo não responde. Choro no banho, rezo, e no outro dia estou ali de novo, fazendo lancheira, contando história.”
O olhar dos filhos, segundo ela, não é de pena, mas de cumplicidade. O mais velho já ajuda com as tarefas e os pequenos entendem que a mãe precisa de calma em alguns momentos. “Eles me ensinaram a ter leveza na luta.”
Especialistas apontam que o vínculo afetivo pode atuar como fator protetivo em doenças crônicas. Para Dayana, não há dúvida: “Se não fosse por eles, eu teria desistido. Eles são minha razão, meu remédio, minha fé em forma de gente.”
Em Presidente Prudente, sua história inspila vizinhos e amigos. A pedagoga segue tratamentos, mas com um propósito renovado: ver os filhos crescerem. “A cura que eu busco não é só do corpo. É a de saber que cada dia ao lado deles valeu cada lágrima e cada quimio.”
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