Justiça em Presidente Prudente: Homem é condenado a mais de 35 anos por feminicídio contra ex-namorada
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| fonte da imagem: G1 Globo |
Alex Pereira de Melo foi sentenciado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo; réu não poderá recorrer em liberdade e cumprirá pena em regime fechado
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) divulgou na terça-feira (19) o resultado do julgamento que condenou Alex Pereira de Melo a mais de 35 anos de prisão pelo assassinato de sua ex-namorada, em Presidente Prudente. A sentença, assinada no dia 13 de maio, representa um dos casos mais emblemáticos de feminicídio na região nos últimos anos.
De acordo com os autos, o crime ocorreu em fevereiro de 2023, quando Alex, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu a residência da vítima e a atacou com golpes de faca e objetos contundentes. A mulher, cujo nome não foi divulgado pela Justiça para preservar sua intimidade, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas relataram que o réu já havia demonstrado comportamento obsessivo e ameaçador antes do término.
O julgamento, conduzido pela 2ª Vara Criminal de Presidente Prudente, contou com a participação do Ministério Público e da defesa. Os promotores destacaram a crueldade do ataque e o contexto de violência de gênero, pedindo a pena máxima. A defesa tentou argumentar por “violenta emoção” e “prisão em regime semiaberto”, mas os desembargadores rejeitaram os pedidos, considerando a frieza e a premeditação do réu.
A sentença final fixou a pena em 35 anos, 4 meses e 12 dias de reclusão em regime fechado. Na quinta-feira (21), o mandado de prisão foi expedido, e Alex Pereira de Melo já se encontra recolhido ao sistema penitenciário. O TJ-SP determinou que ele não poderá recorrer em liberdade, sob risco de reiteração criminosa e de perturbação à ordem pública.
O caso reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de políticas públicas mais robustas para coibir o feminicídio. A família da vítima, presente no tribunal, comemorou a decisão, mas alertou que nenhuma sentença trará de volta a jovem assassinada. “A Justiça foi feita, mas a dor continua”, disse a mãe da vítima, em declaração emocionada ao final da sessão.
Organizações de defesa dos direitos das mulheres acompanharam o julgamento e classificaram a pena como “exemplar”, embora ressaltem que casos como esse ainda são frequentes no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2023, o país registrou mais de 1.400 feminicídios, número que exige atenção urgente das autoridades.
Com a condenação, Alex Pereira de Melo deverá cumprir a totalidade da pena antes de qualquer benefício — o que, segundo juristas, pode ultrapassar três décadas. O TJ-SP ainda não informou se haverá recurso por parte da defesa, mas, mesmo que interposto, o réu permanecerá preso. A sociedade prudentina, ainda abalada pela brutalidade do crime, espera que esta sentença sirva de alerta para que outras tragédias sejam evitadas.
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