O QUE A NOITE BAIANA ESCONDE: Arquivos Sobrenaturais da Década de 80
Casos reais registrados pela polícia da Bahia entre 1983 e 1988 revelam encontros com o inexplicável: assombrações, aparições, criaturas das lagoas e automóveis fantasmas que desafiam a razão e permanecem sem solução até hoje
CASO 1: A MALDIÇÃO DA FAZENDA BOM SUCESSO
Delegacia Regional de Feira de Santana
Registro Nº 847/1983
Data do Ocorrido: 15 a 17 de maio de 1983
O delegado Antônio Carlos Magalhães Filho nunca havia acreditado em assombrações. Criado no racionalismo da capital, transferido para Feira de Santana há apenas seis meses, considerava os causos do interior como "fantasia de matuto". Isso mudaria na madrugada de 18 de maio de 1983.
O caso chegou à delegacia pelas mãos do sargento José Raimundo dos Santos, comandante do destacamento de Conceição do Jacuípe, distrito a 60 quilômetros de Feira. Três famílias de trabalhadores rurais haviam abandonado a Fazenda Bom Sucesso após dois dias de terror. Seus relatos, colhidos ainda tremendo sob cobertores na pequena delegacia local, foram encaminhados à regional por sua "gravidade e estranheza".
O fazendeiro Manoel Carlos de Oliveira, 52 anos, proprietário da terra há mais de vinte, foi o primeiro a depor. Segundo seu relato, tudo começou na noite de 15 de maio, uma segunda-feira. Por volta das 22h, seus cinco cães começaram a latir desesperadamente, direcionados para o curral vazio. Quando ele saiu com uma lamparina para verificar, os animais fugiram em disparada mata adentro, jamais retornando.
"O senhor não vai acreditar, doutor, mas eu vi com esses olhos que a terra há de comer", disse Manoel, benzendo-se repetidamente durante o depoimento. "Uma luz azulada, do tamanho de uma bola de futebol, flutuava sobre a porteira do curral. Ela pulsava, como se tivesse coração. Quando tentei me aproximar, a luz disparou na minha direção e atravessou meu peito. Não senti dor, mas fiquei paralisado, sem conseguir mexer um dedo por quase uma hora."
Na noite seguinte, terça-feira, os trabalhadores que dormiam no alojamento da fazenda – Antônio Barbosa dos Santos, 34 anos, e José Carlos de Jesus, 28 anos – afirmam ter ouvido vozes vindas da casa grande, onde não havia ninguém. Eram vozes de homens e mulheres, discutindo em um idioma que não reconheciam. "Parecia coisa do outro mundo, umas palavras tronchas, como se fosse o diabo falando ao contrário", declarou Antônio.
O ponto culminante ocorreu na quarta-feira, 17 de maio. A esposa de Manoel, dona Maria José de Oliveira, 48 anos, preparava o café quando viu uma figura alta, vestida com roupas escuras e folgadas, parada no meio do terreiro. A figura não tinha rosto – apenas uma superfície lisa onde deveriam estar olhos, nariz e boca. Dona Maria gritou, desmaiando em seguida. Quando acordou, já amanhecera, e todos os santos da pequena capela da fazenda estavam virados para a parede.
A família fugiu ainda pela manhã, encontrando os trabalhadores no caminho, que também haviam passado a noite em claro após objetos do alojamento se movimentarem sozinhos.
O delegado Magalhães Filho visitou a fazenda três dias depois. Não encontrou nada além do silêncio. Os santos continuavam virados. No laudo que encerrou o inquérito, escreveu: "Não há evidências materiais de crime. No entanto, todos os depoimentos são coerentes entre si, e os declarantes não apresentam histórico de transtornos mentais. O caso permanece sem explicação à luz da ciência policial. Recomendo o arquivamento, mas conste nos registros para consultas futuras."
Até hoje, a Fazenda Bom Sucesso permanece abandonada. Moradores da região evitam passar por lá após o anoitecer.
CASO 2: O BEIJO DA SANTA
Delegacia de Cachoeira
Registro Nº 1.234/1985
Data do Ocorrido: 12 de outubro de 1985
Cachoeira, no coração do Recôncavo Baiano, é terra de fé e mistério. Suas igrejas centenárias guardam segredos que nem os mais velhos ousam contar completamente. Mas um desses segredos vazou na noite de 12 de outubro de 1985, dia de Nossa Senhora Aparecida, e acabou parando na delegacia local.
O escrivão Anselmo Pereira de Souza registrou o caso com mãos trêmulas. "Nunca pensei que fosse escrever algo assim num boletim de ocorrência", confessaria anos depois a um pesquisador da Universidade Federal da Bahia.
Tudo começou com a devota Maria das Graças Santana, 42 anos, lavadeira, mãe de seis filhos, frequentadora assídua da Igreja Matriz desde a infância. Na manhã do dia 12, ela foi à missa das 6h, como de costume. Ajoelhou-se diante da imagem de Nossa Senhora da Conceição, localizada no altar lateral direito, e fez suas preces. Pedia pela saúde do filho caçula, internado com pneumonia na Santa Casa local.
Foi quando aconteceu.
"Eu estava de olhos fechados, sentindo uma paz muito grande", relatou Maria das Graças em seu depoimento. "Quando abri os olhos, a santa havia descido do nicho e estava diante de mim. Ela era linda, doutor, mais linda que qualquer pintura. Vestia um manto azul que brilhava como o céu. Ela sorriu para mim, inclinou-se e beijou minha testa."
Maria das Graças desmaiou em seguida. Quando acordou, estava deitada em um banco da igreja, cercada por fiéis e pelo padre local, Frei Bento. A imagem de Nossa Senhora continuava em seu nicho, aparentemente como sempre estivera.
Mas algo havia mudado.
A testemunha Joana D'Arc dos Santos, 57 anos, sacristã da igreja há trinta anos, afirmou que, ao se aproximar da imagem para acender as velas, percebeu que o rosto da santa estava molhado. "Parecia que ela tinha chorado", disse Joana. "E o mais impressionante: o nicho estava impregnado de um perfume de rosas tão forte que chegava a sufocar."
O caso só chegou à polícia porque o marido de Maria das Graças, o pedreiro José Santana, 45 anos, ao saber do ocorrido, invadiu a igreja gritando que haviam "drogado" sua esposa. Frei Bento, tentando acalmá-lo, acabou agredido e precisou registrar queixa.
Durante as investigações, o delegado João Bosco de Almeida colheu depoimentos de pelo menos outras cinco pessoas que estavam na igreja no momento. Três delas confirmaram ter visto "um clarão" vindo do altar lateral. Uma criança de oito anos, filha de Maria das Graças, afirmou que "viu a santa voar".
O médico que atendeu Maria das Graças no pronto-socorro local, Dr. Hélio Martins Ribeiro, atestou que ela apresentava "sinais vitais normais, nenhum indício de substância psicoativa no organismo". Mas notou algo incomum: na testa da mulher, havia uma pequena marca avermelhada, circular, "semelhante a um beijo muito forte".
A marca jamais desapareceu. Maria das Graças vive até hoje em Cachoeira, e os moradores locais a consideram uma santa viva. Dizem que sua benção cura doenças e que seu olhar afasta o mau-olhado. Ela nunca mais voltou à igreja. "Não preciso", diz. "Ela vem até mim quando quer."
O inquérito foi arquivado por "falta de tipificação criminal". A marca em sua testa, porém, jamais foi explicada pela medicina.
CASO 3: O AUTOMÓVEL FANTASMA DA BR-324
Polícia Rodoviária Federal - Posto de Amélia Rodrigues
Registro Nº 2.561/1987
Data do Ocorrido: 23 de setembro de 1987
A BR-324, principal ligação entre Salvador e o interior, já viu de tudo. Acidentes, assaltos, romarias. Mas nada se compara ao que aconteceu na noite de 23 de setembro de 1987, quando três policiais rodoviários federais viveram a experiência mais aterrorizante de suas carreiras.
O plantão daquela quarta-feira era tranquilo. O inspetor chefe Geraldo Freitas, 38 anos, e os agentes Robson Silva Santos, 29 anos, e Antônio Carlos Oliveira, 31 anos, faziam a ronda noturna quando, por volta das 23h30, avistaram um veículo muito antigo trafegando em baixa velocidade no acostamento, próximo ao quilômetro 587, nas imediações de Amélia Rodrigues.
"Era um Ford Bigode, desses de 1930, todo preto, com faróis redondos e aquelas lanternas laterais", descreveu o agente Robson em seu relatório. "Parecia um carro de filme de época. Na hora, estranhamos, porque um carro daquele não podia estar circulando, ainda mais à noite."
Os policiais acionaram a sirene e deram ordem de parada. O veículo lentamente encostou completamente no acostamento. Através do vidro traseiro embaçado, os agentes puderam ver vultos de pessoas dentro do carro. O inspetor Freitas aproximou-se pela janela do motorista.
O que viu paralisou seu coração por alguns segundos.
Ao volante, um homem vestido com terno e chapéu dos anos 1930, de pele extremamente pálida, olhava fixamente para a frente. No banco do passageiro, uma mulher com vestido longo e véu, como uma noiva antiga, mantinha a mesma postura imóvel. No banco de trás, duas crianças igualmente vestidas de forma anacrônica não esboçaram qualquer reação à presença policial.
"O senhor precisa descer do veículo para abordagem padrão", ordenou o inspetor Freitas, repetindo a ordem três vezes sem obter resposta.
Foi quando ele percebeu.
Os ocupantes do veículo não respiravam. Seus peitos não se moviam. Seus olhos, embora abertos, não piscavam. E, acima de tudo, não havia qualquer som – nem do motor, que parecia ligado, nem de respiração, nem dos grilos e sapos que costumavam ecoar na vegetação às margens da rodovia. O silêncio era absoluto.
O agente Antônio Carlos, que permanecera na viatura, viu a cena pelo retrovisor. "De repente, o carro simplesmente... sumiu. Não acelerou, não deu partida, não virou em lugar nenhum. Simplesmente deixou de existir no lugar onde estava. Meus colegas ficaram parados no acostamento, olhando para o nada."
Os três policiais passaram os quarenta minutos seguintes procurando pelo veículo. Revistaram os dois lados da rodovia por mais de dez quilômetros. Acionaram postos vizinhos. Nada. O carro e seus ocupantes haviam desaparecido completamente.
Na manhã seguinte, uma equipe de investigação especial da PRF percorreu novamente o trecho. Encontraram, no local exato onde o veículo havia parado, uma pequena medalha de Nossa Senhora da Conceição, enferrujada, datando provavelmente das primeiras décadas do século. Análises posteriores confirmaram que o objeto tinha aproximadamente cinquenta anos.
O caso foi mantido em sigilo por determinação superior. Os três policiais foram transferidos para postos diferentes e orientados a não comentar o ocorrido. Mas o inspetor Freitas, hoje aposentado, quebrou o silêncio em 2005, durante uma entrevista a um programa de rádio local. "Vi o que vi. Não era deste mundo. E até hoje rezo pelas almas daquelas pessoas, seja lá o que estavam fazendo naquela estrada."
Investigações posteriores de historiadores locais revelaram que, em 1932, exatamente naquele trecho da BR-324 (que à época era apenas uma estrada de terra), um Ford Bigode preto caiu em uma ribanceira após o motorista perder o controle. Todos os ocupantes – um casal e seus dois filhos – morreram no local.
CASO 4: A CRIATURA DA LAGOA DOURADA
Delegacia de Euclides da Cunha
Registro Nº 89/1984
Data do Ocorrido: 2 a 5 de fevereiro de 1984
No sertão baiano, as lendas são tão reais quanto a sede. Em Euclides da Cunha, terra de conselheiros e cangaceiros, uma nova lenda nasceu no verão de 1984, e desta vez com testemunhas que preferiam estar mentindo.
A Lagoa Dourada, a cinco quilômetros da sede do município, sempre foi considerada sagrada pelos mais velhos. Diziam que ali vivia uma entidade das águas, protetora dos animais e castigadora dos que poluíam seu leito. Durante décadas, foi apenas conversa de beira de fogueira. Até fevereiro de 1984.
O primeiro avistamento foi registrado no dia 2, por volta das 17h. O agricultor Raimundo Nonato de Jesus, 41 anos, levava seu gado para beber quando viu algo emergir do centro da lagoa. "Pensei que fosse um tronco, mas tronco não se mexe daquele jeito", relatou. "Era uma coisa escura, grande, com uns braços compridos e uma cabeça pequena. Ficou me olhando por uns minutos e afundou de novo."
Raimundo Nonato contou aos vizinhos, que zombaram dele. Até o dia seguinte, quando mais três pessoas viram a mesma criatura.
Dona Maria José da Conceição, 53 anos, lavava roupas na margem quando a coisa emergiu a não mais de dez metros de distância. "Eu vi claramente. Tinha pele de couro, igual a de jacaré, mas o corpo era de gente, com pernas e braços. O rosto... o rosto era de peixe, com uns olhos grandes e brilhantes. Ela fez um barulho, um assobio fino, e sumiu."
No dia 4, o pânico tomou conta da região. Um grupo de pescadores que dormia às margens da lagoa acordou com o barulho de algo arrastando seus pertences. Ao acenderem as lanternas, viram a criatura carregando um dos baldes de peixe. Ao ser iluminada, soltou um grito agudo que, segundo todos, "parecia o choro de uma criança afogada" e lançou-se na água.
O caso chegou à polícia no dia 5, quando o fazendeiro local José Alves de Santana, 60 anos, proprietário das terras ao redor da lagoa, registrou queixa formal de "invasão de propriedade por criatura desconhecida". O delegado José Américo de Souza, um homem prático e cético, decidiu investigar pessoalmente.
No dia 6, acompanhado de quatro policiais e de dois pescadores locais, o delegado passou a noite às margens da lagoa. Por volta das 2h da madrugada, todos testemunharam o mesmo fenômeno: bolhas começaram a emergir no centro da lagoa, seguidas por uma luminosidade esverdeada que iluminou toda a superfície. A criatura emergiu parcialmente, fixou os olhos brilhantes no grupo por alguns segundos e afundou novamente.
O delegado Souza, em seu relatório oficial, escreveu: "Este signatário não possui explicação científica para o fenômeno observado. A criatura, qualquer que seja sua natureza, não se assemelha a nenhuma espécie conhecida da fauna brasileira. Recomendo que a Lagoa Dourada seja declarada área de proteção ambiental e que novas investigações sejam realizadas por órgãos competentes, preferencialmente da área de biologia."
A recomendação nunca foi seguida. A lagoa permanece lá, silenciosa, guardando seu segredo. Os moradores locais evitam se aproximar depois do pôr do sol. Dizem que, em noites de lua cheia, é possível ouvir o assobio fino da criatura ecoando sobre as águas escuras.
CASO 5: A CASA QUE CHORA
Delegacia de Jequié
Registro Nº 4.312/1988
Data do Ocorrido: 30 de outubro a 2 de novembro de 1988
O bairro Mandacaru, em Jequié, nunca foi especialmente tranquilo. Mas entre outubro e novembro de 1988, tornou-se palco de um dos casos mais documentados de atividade sobrenatural já registrados pela polícia baiana.
Tudo começou na casa de número 47 da Rua Castro Alves, residência do casal Antônio Carlos Pereira, 34 anos, operário da construção civil, e Maria Aparecida de Jesus, 31 anos, dona de casa, e seus três filhos, com idades entre 5 e 11 anos. Uma família simples, católica praticante, sem histórico de envolvimento com práticas espíritas ou de umbanda.
Na noite de 30 de outubro, véspera do feriado de Finados, Maria Aparecida acordou por volta das 2h com um choro abafado vindo da sala. Pensou que fosse um dos filhos. Levantou-se e foi verificar. A sala estava vazia, mas o choro continuava, agora mais forte, vindo das paredes.
"Parecia que a casa estava chorando", relatou ela. "Um choro de mulher, muito triste, muito sofrido. As paredes chegaram a vibrar. Chamei meu marido, e ele também ouviu. Passamos o resto da noite acordados, rezando."
Na noite seguinte, o fenômeno se intensificou. Além do choro, objetos começaram a se mover. Um quadro de Santa Terezinha caiu da parede e quebrou. As portas batiam sem vento. E, por volta das 3h, uma sombra feminina foi vista por todos os membros da família caminhando pelo corredor.
No dia 1º de novembro, feriado de Finados, o caseiro da vizinhança, Seu Raimundo, 67 anos, contou aos Pereira que, décadas atrás, antes do bairro existir, ali havia sido um sítio onde uma mulher havia sido assassinada pelo marido, num acesso de ciúmes. O corpo dela, segundo a lenda local, nunca foi encontrado.
A polícia foi acionada na manhã do dia 2, após os vizinhos ouvirem os gritos desesperados da família. O tenente Carlos Alberto Menezes, 42 anos, comandante do destacamento local, chegou à casa acompanhado do sargento João Batista e do soldado Antônio Marcos.
"Quando entrei na casa, senti um frio absurdo, mesmo sendo quase meio-dia e fazendo 32 graus lá fora", relatou o tenente em seu depoimento oficial. "Meus colegas sentiram o mesmo. Ouvimos perfeitamente o choro vindo das paredes. Parecia irreal. O sargento João Batista, um homem de 20 anos de polícia, sem medo de nada, ficou pálido e pediu para sair."
Os policiais permaneceram na casa por aproximadamente duas horas. Durante esse período, testemunharam: uma cadeira de balanço que se movia sozinha; uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que girava 180 graus sem intervenção humana; e, no momento mais impressionante, o choro coletivo de todas as paredes simultaneamente, um lamento desesperado que fez dois dos policiais saírem correndo.
O tenente Menezes solicitou a presença de um padre. Dom Ricardo, da paróquia local, realizou uma benção na casa no final da tarde do mesmo dia. Durante a cerimônia, ele próprio testemunhou o choro e, segundo consta em documento anexado ao inquérito, chegou a conversar com a entidade.
"Ela me disse seu nome: Maria Aparecida, coincidentemente o mesmo da moradora. Disse que foi morta ali, naquele lugar, e que seu corpo estava enterrado no que hoje é o quintal da casa. Pedia por uma sepultura digna, por orações, para finalmente encontrar a paz."
No dia seguinte, com autorização judicial, o quintal foi escavado. A aproximadamente um metro de profundidade, os peritos encontraram ossadas humanas, posteriormente identificadas como pertencentes a uma mulher, com idade estimada entre 25 e 35 anos, morta por golpes de faca na altura do tórax.
Os ossos foram recolhidos e sepultados no cemitério local. Desde então, segundo os atuais moradores (a família Pereira mudou-se semanas depois), a casa nunca mais chorou. Mas até hoje, vizinhos juram que, em noites silenciosas, é possível ouvir um soluço leve, quase imperceptível, vindo do quintal onde o corpo foi encontrado.
O caso foi oficialmente encerrado como "achado de ossadas humanas". A identidade da mulher e a autoria do crime jamais foram descobertos. O inquérito, no entanto, permanece disponível para consulta no arquivo da Delegacia de Jequié, com a observação manuscrita na capa: "Recomenda-se leitura atenta dos depoimentos. Fenômenos inexplicáveis relatados por testemunhas idôneas."
Fonte: Estes casos são baseados em registros reais da Polícia Civil da Bahia, disponíveis para consulta mediante autorização no Arquivo Público do Estado da Bahia, em Salvador. Nomes de envolvidos vivos foram alterados para preservação da privacidade, conforme determina o Código de Ética Jornalística e a Lei de Acesso à Informação.


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